Aquilo que se pensa


Política no humor ou humor na política?

Não precisava de censura. O humor se faz presente todos os dias no horário eleitoral.

             Duas vezes por dia, 50 minutos por vez. É o tempo em que canditados à eleição têm para dizer suas plataformas políticas ou pelo menos deveriam. Mas o que se vê assusta. Além de candidatos sem nenhuma experiência política, os famosos dão uma pitada de graça. Entre eles, o humorísta Tiririca concorre pelo PR a deputado federal e exprime todo seu otimismo com o slogan "Pior do que está não fica" e o seu colega de Show do Tom o também humorista Pedro Manso vestido de Fala Silva diz "O loco meu! Pedro Manso para deputado". Cacarequices. Cacareco era o nome do Rinoceronte do zoológico de São Paulo que em 1958 ganhou 100 mil votos para vereador e hoje em dia o nome é usado para se referir a candidatos folclóricos, bizarros e sem nenhum currículo político.

              Ser famoso ou conhecido no meio artístico pode ajudar a ganhar votos, mas não pode ser pré requisito para ser candidato. O que se agora presencia são candidatos que vem nas eleições uma maneira de estar sempre na mídia, sem nenhum compromisso com a profissão. Se para nós, anônimos mortais entrar em uma profissão é tão dificíl e requer um mínimo de preparo, no meio político a dificuldade deveria ser em dobro pela responsabilidade das tomadas de decisões e suas consequências diretas nas vidas dos brasileiros.

               A banalização do processo político no país é enraizado na cultura mas exercer o papel de cidadão nas eleições pode ser a única forma de driblar a vergonha e as cacarequices das candidaturas eleitorais. O voto ainda é o mecanismo mais eficiente e democrático para garantir direitos. Por isso, só a consciência coletiva garantirá ao país o desenvolvimento político, social e econômico que ele merece.

 

 

 

Lista de candidatos famosos:

Popó – pugilista; disputa vaga na Câmara pelo PRB-BA

Maguila – ex-pugilista; quer ser deputado federal pelo PTN-SP

Marcelinho Carioca – ex-jogador de futebol; concorre à Câmara pelo PSB-SP

Romário – ex-jogador de futebol; candidato a deputado federal pelo PSN-RJ

Vampeta – ex-jogador de futebol; disputa uma vaga na Câmara pelo PTB-SP

Leandro – cantor do KLB; concorre a deputado estadual pelo DEM-SP

Kiko – cantor do KLB; disputa uma vaga na Câmara pelo DEM-SP

Netinho – cantor de pagode/apresentador; concorre ao Senado pelo PCdoB-SP

Reginaldo Rossi – cantor; concorre à Assembléia de PE pelo PDT

Renner – cantor, dupla de Rick; candidato a senador pelo PP-GO

Sérgio Reis – cantor; disputa uma vaga na Câmara pelo PR-MG

Ronaldo Esper – estilista; concorre à Câmara pelo PTC-SP

Pedro Manso – humorista; disputa vaga na Assembléia do RJ pelo PRB

Dedé Santana – humorista; candidato a deputado estadual pelo PSC-PR

Tati Quebra-Barraco – cantora de funk; – concorre à Câmara pelo PTC-RJ

Tiririca – cantor; candidato a deputado federal pelo PR-SP

Mulher Melão – candidata à Assembléia do RJ pelo PHS

Mulher Pêra – concorre a deputada federal pelo PTN-SP

Informações de ClicRBS

 

 



Escrito por Anna Fernandes às 14h53
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Violência contra a mulher

Condenações de mulheres a apedrejamento no Irã exemplificam as práticas de violência contra a mulher que acontecem no mundo todo e em todas as épocas.

          Chutes, socos, pontapés, ofensas e ameaças são algumas violências ocorridas contra mulheres em muitos países. Particularmente em países mulçumanos uma lei islâmica prevê para mulheres adúlteras a pena de ser apedrejada até a morte. É nessa posição que se encontra Sakineh Mohammadi Ashtiani de 43 anos no Irã, caso que extrapolou as fronteiras e causou protestos em várias partes do mundo. Em muitos países da África, a mutilação de órgãos sexuais é uma prática tradicional que segundo a crença garante a fertilidade e fidelidade das mulheres. No Sudão, as chicotadas são usadas como punição para quem infringe a lei da moral pública ao se vestir de forma desapropriada de acordo com a cultura. Mas será que costumes de uma cultura estão acima dos direitos humanos?

           

No Brasil, as taxas de assassinatos femininos são altas, superiores as dos países europeus. Segundo o Mapa da Violência no Brasil 2010 do Instituto Zangari entre 1997 e 2007 dez mulheres foram assassinadas por dia. Uma série de casos pode ser visto nos noticiários regularmente.“Quanto mais machista a cultura local, maior tende a ser a violência contra a mulher”, diz a psicóloga Paula Licursi Prates ao Estadão.

 

 Para punir e intimidar essas práticas de violência, a Lei Maria da Penha, independentemente de erros em sua execução, pode ser considerada um ganho para as mulheres que foram e são vítimas desse crime e que antes não tinham apoio do Estado.

 



Escrito por Anna Fernandes às 00h03
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