Aquilo que se pensa


Segundo Round

A batalha pelo planalto

                   Contrariando pesquisas eleitorais, as eleições 2010 caminharam ao segundo turno. E a partir de então foi possível perceber um duelo travado em busca do poder presidencial. No horário eleitoral muita agressividade, ofensas e difamações feitas por cada candidato em relação ao outro. O presidente Lula, o papa Bento XVI, intelectuais, famosos e questões polêmicas foram usados com armas de guerra para ganhar eleitores indecisos e os votos antes destinados a Marina Silva.

                  A candidata Dilma Roussef  se apoiou na proposta de continuar o que seu maior cabo eleitoral  fez nos oito anos prescedentes a essa eleição, deixando bem claro que votar nela é como votar nele. A presidenciavel  apimentou a campanha tornando-a mais agressiva e segundo ela própria apenas reagindo a boatos e ofensas feitos pelo seu rival eleitoral. Tudo isso lhe causou alguns minutos perdidos em sua própria campanha ja que o candidato Serra recorreu ao TSE pedindo direitos de respostas a algumas afirmações que ela fez em relação a existência de caixa dois na campanha eleitoral do adversário. O presidenciavél José Serra não ficou atrás e além de manter uma campanha também agressiva, usou de questões religiosas para deixar sua oponente em maus lensões diante dos mais conservadores religiosos. Fez afirmações na campanha como "ela mata criancinhas" se referindo a uma possível aceitação da candidata em relação a legalização do aborto. As questões religiosas foram super exploradas pela busca de votos de eleitores evangélicos que antes apóiavam Marina Silva.

                  Falando nisso, os quase vinte milhões de votos conquistados por Marina foram alvo de grande disputa no segundo turno. Tanto que os presidenciaveis se preocuparam em modificar e avaliar algumas pautas na campanha para que atingissem os eleitores de Marina, falaram como nunca antes de sustentabilidade e em propostas verdes. No entanto, não foi suficiente para comover Marina Silva que adotou junto com o PV uma conduta independente nas eleições. Na realidade, a própria guerra travada pelos candidatos foi o fator crucial para essa posição de Marina que chamou a guerra de "dualidade destrutiva".

                   Assim, os candidatos tentaram tranformar o segundo turno em uma guerra maniqueísta. Como se um fosse o ideal para o país, a personificação do bem e o outro o mal em pessoa. E pretenciosamente acharam que todos os eleitores concordariam com isso, como se para fazer política fosse isso o necessário. O que se enfrenta na politica atual são visões como essas que  destroem o sistema político, atrasando-o e imergindo a um ciclo de velhas idéias e paradigmas.

                  



Escrito por Anna Fernandes às 23h00
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